sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH.

Há horas que estou aqui parada. A olhar. A tentar não pensar.

Acendo mais um cigarro (parece-me a única coisa com sentido neste momento). As pessoas passam e olham. Não correspondo. Simplesmente já não me importa.

Dizem-me que sou forte. Que tenho de seguir em frente. No entanto as forças faltam-me e o caminho torna-se cada vez mais e mais tenebroso.

Quero fugir. Ir para um lugar bem longe. Um sítio onde não possa voltar a desiludir-me, um sítio onde consiga voltar a encontrar-me, um sítio onde possa voltar a sorrir, um síio onde por fim, possa encontrar alguma paz

Passado um tempo uma cara conhecida: Estás bem?

Tento sorrir e responder que sim mas já não consigo. As lágrimas correm em catadupa e tudo o que há meses, senão mesmo há anos, estava escondido sai numa questão de minutos.

Tantos anos a dar tanto para nada receber. Tantas promessas, tantas conversas, tantas...para no momento em que mais preciso de ti nada me dizeres. Nem sequer um está tudo bem.

Tanto esforço, tantas horas, tanto cansaço, para NADA!!!

Sempre me disseram que para conquistar esta etapa tinha que sofrer, mas a dor é tanta que teimo já não aguentar.

Não aguento mais desilusões, não aguento mais desiludir, não aguento mais ter que fingir, que dizer que está tudo bem quando isso é tudo menos verdade.

Estou cansada. Quis o tudo e no fim consigo o NADA!!!

NADA!!!

NADA!!!

NADA!!!

NADA!!!

NADA!!!

NADA!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

O olhar para-se no vazio. Mais umm fracasso, mais uma desilusão. Uma ainda maior vontade de desistir, de partir, de deixar tudo para trás e esquecer tudo de vez. Gostava que por uma vez alguma coisa me corresse bem. Que por uma vez a sorte me batesse à porta e ficasse por um tempo.
Dizem-me que tudo acontece por uma razão mas tenho dificuldade em perceber qual. Estou farta de tentar e não conseguir. De lutar e perder, vez após vez. Fracasso, fracasso, fracasso é o que a minha vida representa.
Poucos confiam, poucos acreditam, tudo me deita abaixo.

Será que algum dia este pesadelo vai acabar?

sábado, 12 de Dezembro de 2009

Um dia vou esquecer-me de me lembrar de ti

Queria tanto...

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Queria poder esquecer-te de vez. Queria poder acordar e não pensar em ti. Queria que pelo menos um dia ninguém me falasse de ti como se eu tivesse a obrigação de saber tudo o que se passa na tua vida. Logo tu que ultimamente nem dás sinal de vida. Queria passar uma hora sem pensar em ti. Queria resistir ao impulso de te dizer algo. Queria que pudessemos beber um copo apenas como bons amigos e sem aquele sentimento que persiste em estar presente a cada olhar, a cada gesto, a cada palavra, a cada sorriso. Queriqa poder dizer que sou feliz. Que neste momento não me falta nada, que me sinto realizada.

No entanto todos os dias te recordo. Todos os dias acordo em instintivamente penso em ti (a fotografia desapareceu mas o lugar continua lá). Todos os dias responto à pergunta então e tens sabido alguma coisa dele? E sabes que ele isto ou aquilo? A cada hora que passa uma lembrança comum vem ao de cima. A cada novidade que tenho, não resisto a contar-te. A cada encontro o teu olhar destrói-me.

Não, não sou feliz. A minha vida faz-se de pequenos momentos de alegria que inevitavelmente acabam na observação: mas se ele estivesse aqui.

Sinto-me realizada mas não tanto como queria estar. Tudo isto saberia melhor se estivesses a meu lado.

Sinto que a vida me passa ao lado comigo na primeira fila.

Sinto que...

Sinto a tua falta.

sábado, 29 de Agosto de 2009

Chegas a casa e uma vez mais descarregas tudo. Não sei o que terá sido desta vez. O trânsito, o futebol, uma palavra, uma verdade que não te caiu bem. Chegas, gritas, trata-nos como se a culpa fosse nossa e esperas que não reajamos. Mas enganas-te, longe vai o tempo em que ouvia e calava, em que passava noites em claro a chorar no meu quarto, tendo apenas por confidente a segurança da minha almofada.
Eu sei que não sou a tua preferida. Nunca fui. Sempre me trataste como uma inutil. Alguém que mais valeria não ter nascido, e como isso foi uma coisa que não pudeste evitar, optaste por descarregar em mim todas as tuas frustrações, todos os teus fracassos, todas as tuas desilusões.
Durante anos esperei que mudasses, que quando ganhasse a minha independência começasses a confiar um pouco mais em mim. No entanto, só conseguiste piorar. A tua constante mania da perseguição só demonstra o inseguro que és quanto a ti. Sabes o que dizes, o que fazes, sabes que não o aprovamos mas nem por isso tentas mudar. Optas por gritar, atirar e fugir. Optas por desvios em vez de enfrentares a fonte dos teus problemas.
Encontras-te numa situação que sabias invevitável mas que sempre esperaste não acontecesse. No entanto aconteceu e agora que se aproxima a hora não sabes como lidar com a situação. Então voltas ao teu estado habitual de defesa. Ofendes-te por tudo e por nada, gritas, atiras, foges ao problema e voltas a descarregar em nós como se, uma vez mais fôssemos a fonte de todos os teus problemas.
Hoje conseguiste levar-me ao extremo dos meus nervos. Conseguiste que quase mostraste as minhas fragilidades a pessoas a quem não o posso fazer. Fizeste com que desde há muito tempo desejasse desaparecer de vez. No entanto não te vou dar essa alegria.
Mas uma vez mais enganas-te. Tal como te disse, já não sou a menina indefesa que se escondia na segurança da sua almofada. Lamento desiludir-te mas jurei a mim própria que não voltarias a ver uma lágrima minha.
Prometo-te que em breve te livrarás de mim e que não voltarei a ser aquilo que sou para ti, uma fonte de despesa. Em breve conquistarei a minha liberdade e não terás que te preocupar mais comigo. Só ainda não o fiz não por respeito a ti mas tu sabes a quem.
Apenas lamento ainda precisar da tua ajuda, no entanto, daqui por pouco tempo, espero deixar de ser a fonte dos teus problemas. E prometo-te aqui mesmo que não te vou deixar afectar quem mais respeito neste momento. Prometo-te e vou cumpri-lo.
Depois disso, de ti não quero nem te pedirei mais nada.
Apenas paz.

domingo, 9 de Agosto de 2009

Hoje

Depois de escassos segundos onde o nosso olhar (ficticiamente) se cruzou, apenas consigo escrever isto:

Sinto falta do teu sorriso.